Autismo: o que é, graus, sintomas, diagnósticos e tratamentos
- Isabela Tesser
- 11 de abr. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de abr. de 2023
Por Isabela Tesser

Imagem: banco de imagens Freepik.
O autismo, ou também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição que compromete a comunicação e interação social, que está associado a padrões comportamentais restritivos e repetitivos.
De acordo com a psicóloga Miriana de Araujo Biazim, a criança nasce com o autismo, porém, por ser um transtorno do neurodesenvolvimento, muitos sinais de atraso podem surgir a partir do momento em que o repertório comportamental da criança começa a se expandir em torno dos 2 anos de idade. Esses sinais de atrasos, por exemplo na fala e déficits nos comportamentos sociais, são fatores que levam pais a buscarem uma avaliação com psicólogo(a).
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), esses distúrbios manifestam-se em diferentes níveis e intensidades. Esses graus são definidos conforme as necessidades de apoio das pessoas, podendo ser nível 1: com necessidade de pouco apoio; nível 2: com necessidade de apoio substancial; nível 3: com a necessidade de apoio muito substancial.
O diagnóstico de TEA é feito a partir da avaliação clínica, considerando os déficits na comunicação social e a presença de comportamentos restritivos e repetitivos. “Normalmente, equipes especializadas como psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional podem realizar as avaliações para averiguar se há atrasos no desenvolvimento infantil quanto a essas áreas citadas e, a partir de uma hipótese diagnóstica, será encaminhado à área médica para a confirmação de um possível diagnóstico”, explica Miriana.
É importante ressaltar que o autismo não tem cura. Porém, a intervenção nas áreas da psicologia comportamental, fonoaudiologia e terapia ocupacional são essenciais para estimular e propiciar novas habilidades comportamentais, a fim de promover sempre a qualidade de vida, autonomia e independência para as pessoas com TEA. A psicóloga Miriana frisa, também, que a intervenção precoce promove evolução significativa no repertório de desenvolvimento infantil e no prognóstico, remetendo a importância de uma rede de informações quanto ao sinais de autismo e possíveis avaliações.
Autismo e Educação
Em decorrência do cotidiano e das atividades do dia a dia nas salas de aula, muitos dos casos de crianças com TEA são percebidos nas escolas. De acordo com a professora e coordenadora pedagógica Fabiana Brancalleão, os professores precisam atentar-se para alguns comportamentos para poderem realizar um encaminhamento aos especialistas. São eles:
· atraso na aquisição da linguagem;
· não responder ao ser chamado pelo nome;
· movimentos repetitivos e pouco apropriados;
· falha ou redução de contato visual;
· dificuldade em atenção compartilhada;
· não brincar de faz de conta.
Quando feitas essas observações, é importante que haja comunicação entre a escola e os pais do aluno(a), para que busquem especialistas.
Já os alunos com diagnóstico de TEA têm direito a monitores em sala de aula acompanhando todo processo educativo. “Os professores fazem atividades adaptadas, garantindo o bem-estar desses alunos e contam com o conselho de monitores. Também temos o professor de atendimento educacional especializado (AEE) que atende o aluno no contraturno com atividades específicas para garantir seu desenvolvimento”, explica Fabiana.
Os autores Miranda e Galvão Filho destacam no livro “O professor e a educação inclusiva":
''O educador precisa saber potencializar a autonomia, a criatividade e a comunicação dos estudantes e, por sua vez, tornar-se produtor de seu próprio saber''.

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